O estudo genético da baixa estatura idiopática já identificou causas monogênicas em 15% dos casos. A nova etapa do nosso estudo visa a ampliar a casuística, avaliando fatores poligênicos e variantes raras por sequenciamento genômico, incluindo famílias com herança dominante e pacientes com altura adulta já determinada.
A maioria das crianças com baixa estatura é saudável, sendo classificadas como baixa estatura constitucional ou idiopática (BEI). A altura humana tem alta herdabilidade e, embora a BEI seja tradicionalmente atribuída a herança poligênica, estudos recentes desafiam esse conceito, revelando defeitos monogênicos associados ao distúrbio. Na primeira etapa do nosso projeto, analisamos 235 pacientes por sequenciamento de exoma e identificamos causas monogênicas em cerca de 15% deles, além de expandirmos o número de genes ligados à baixa estatura isolada. Nesta nova fase, pretendemos ampliar a casuística, investigar aspectos poligênicos e variantes raras de forma combinada, tanto em nível individual quanto em famílias com baixa estatura. Para isso, utilizaremos o sequenciamento do genoma de adultos acompanhados desde a infância por baixa estatura e de famílias bem caracterizadas com herança autossômica dominante. Este é um estudo realizado dentro do contexto do “Brazilian Short Stature Study ”.